Publicado por: PROFª SURAIA | 29/06/2010

Flávio Moreira da Costa


Flávio Moreira da Costa nasceu em Porto Alegre, em 1945, e foi criado em Santana do Livramento. Jornalista desde os 15 anos, trabalhou nos principais jornais e revistas brasileiros como repórter, redator, editor, colunista e crítico. Ele vive de literatura há cerca de vinte anos: além dos direitos autorais de sua obra, manteve por duas décadas uma oficina de ficção, sem subsídios ou vínculos com qualquer instituição, por onde já passaram nomes de destaque da moderna prosa brasileira.

Participou do movimento do Cinema Novo como diretor, ator, crítico e roteirista. O golpe de estado e a ditadura militar de 1964 impediram-no de concluir seus Cursos de Filosofia e Direito na UFRJ. Em 1966, como bolsista do governo francês no âmbito da Coopération Technique, estudou em Paris com Jean Rouch no Musée de L’homme (Cinema Etnográfico), com Lucien Goldman e Roland Barthes (Literatura e Semiologia). Convidado pela Fundação Fullbright em 1973, participou como representante do Brasil no International Writing Program, da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos .

Em Portugal, colaborou com o Diário de Lisboa e Colóquio/Letras. Romancista, contista, antologista, crítico de cinema, arte e literatura é um dos escritores brasileiros mais premiados. Em 1983, com Malvadeza Durão, venceu o Concurso Nacional de Contos do Paraná. Por “O Equilibrista do Arame Farpado”, em 1998, recebeu os prêmios Machado de Assis da Biblioteca Nacional, Jabuti da Câmara Brasileira do Livro, Melhor Romance da União Brasileira de Escritores, além de ter sido finalista do Prêmio Nestlé. “Nem Todo Canário é Belga” ganhou novamente, em 1999, o Prêmio Jabuti.

Tradutor do inglês, francês e espanhol, aprendeu o francês e inglês na adolescência e com a vivência nos Estados Unidos e na França. Flávio escolhe as obras que traduz, segundo a sua afinidade como escritor.

Por indicação da Unesco, Flávio passou uma temporada como escritor-residente na França, em Marnay-sur-Seine, onde terminou de escrever o romance “O País dos ponteiros desencontrados”. Participou, como contista, de antologias do conto brasileiro publicadas na Alemanha, Polônia e Estados Unidos.

Flávio Moreira da Costa, casado com a tradutora Celina Portocarrero, tem um filho e reside no Rio de Janeiro.

Prêmios

Finalista do Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro, na categoria Romance, por O país dos ponteiros desencontrados, 2005.
Prêmio Jabuti categoria Romance;
Prêmio Machado de Assis de Romance, da Biblioteca Nacional; Prêmio Melhor Romance da União Brasileira de Escritores; 2º lugar no Prêmio Nestlé de Literatura
, por O equilibrista do arame farpado, 1998.
Prêmio Jabuti na categoria
Contos
, por Nem todo canário é belga, 1999.
Prêmio Nacional de Contos do Estado do
Paraná
(Fundepar), por Malvadeza Durão, 1983.
Finalista do Prêmio Jabuti categoria Romance, por Modelo para morrer, 2000.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Categorias

%d blogueiros gostam disto: