Publicado por: PROFª SURAIA | 21/09/2009

Quase de verdade


tinha um dom especial não só para escrever histórias como também para ouvi-las. E foi justamente o seu cãozinho de estimação que veio contar, com muitos latidos que só sua dona entendia, o que estava rolando lá do quintal do vizinho.

Ulisses, que era muito peludo e tinha um olhar observador de gente de verdade, descobriu que da união entre o sentimento de inveja e as idéias de más companhias só sai fruto ruim.

Foi o que ele viu quase acontecer com uma grande figueira que dividia o belo e fértil terreno perto de sua casa com galos, galinhas, pintinhos e minhocas. A árvore, revoltada com a infeliz vida que levava, resolveu pedir a uma nuvem má que passava de quando em vez pelo quintal para aprontar umas e outras com os bichinhos. Ela não suportava ver tanta felicidade e tantos ruídos de alegria a sua volta. Só que a figueira jamais imaginou que o feitiço poderia virar – quase de verdade – contra o feiticeiro.

O cão Ulisses e as galinhas desta história, como os bichinhos que povoam os demais livros infantis de Clarice Lispector, foram realmente parte de sua vida, nas diferentes casas em que morou no Brasil, na Itália, na Suíça e na Inglaterra.

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